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segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

GRAFFITI

© João Menéres


O GRAFFITI É DE AUTORIA DO DANIEL EIME ( Porto. 1986 ).

COMO AS ÁRVORES FORAM ENQUADRADAS POR MIM,
ESCOLHI ESTA POESIA :


A Velhice Pede Desculpas



Tão velho estou como árvore no inverno, 
vulcão sufocado, pássaro sonolento. 
Tão velho estou, de pálpebras baixas, 
acostumado apenas ao som das músicas, 
à forma das letras. 

Fere-me a luz das lâmpadas, o grito frenético 
dos provisórios dias do mundo: 
Mas há um sol eterno, eterno e brando 
e uma voz que não me canso, muito longe, de ouvir. 

Desculpai-me esta face, que se fez resignada: 
já não é a minha, mas a do tempo, 
com seus muitos episódios. 

Desculpai-me não ser bem eu: 
mas um fantasma de tudo. 
Recebereis em mim muitos mil anos, é certo, 
com suas sombras, porém, suas intermináveis sombras. 

Desculpai-me viver ainda: 
que os destroços, mesmo os da maior glória, 
são na verdade só destroços, destroços. 


( Cecília Meireles, in Poemas )

domingo, 17 de janeiro de 2016

PORQUE HOJE É DOMINGO...




Um caminhoneiro pára ao lado de uma prostituta, que lhe diz:
▬ Ei, belo! Se me pague cinquenta euros faço tudo o que quiser.
O caminhoneiro não perdeu tempo. Desceu do caminhão, deu cinquenta euros à prostituta e lhe disse.
▬ Feito! Me descarregue todo o caminhão.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

EM TRÊS PERNAS

© João Menéres

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

GRAFFITI / RIBEIRA NEGRA

© João Menéres


PATROCINADOS PELA CENTENÁRIA
AGÊNCIA ABREU,
OS ARTISTAS COLECTIVO RUA + BREAKONE
IDEALIZARAM ESTA
VERSÃO DA RIBEIRA NEGRA DE
MESTRE JÚLIO RESENDE.







terça-feira, 12 de janeiro de 2016

VIELA DO BURACO

© João Menéres

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

RELÓGIO / BREMEN

© João Menéres




AMOR E SEU TEMPO



Amor é privilégio de maduros
estendidos na mais estreita cama,
que se torna a mais larga e mais relvosa,
roçando, em cada poro, o céu do corpo.
É isto, amor: o ganho não previsto,
o prêmio subterrâneo e coruscante,
leitura de relâmpago cifrado,
que, decifrado, nada mais existe
valendo a pena e o preço do terrestre,
salvo o minuto de ouro no relógio
minúsculo, vibrando no crepúsculo.
Amor é o que se aprende no limite,
depois de se arquivar toda a ciência
herdada, ouvida. Amor começa tarde.

( Drummond de Andrade )