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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

UM PEDREIRO PORTUGUÊS


COMO SABEM, NÃO TENHO POR HÁBITO
POSTAR TEXTOS LONGOS !

PORÉM, NÃO HÁ REGRA SEM EXCEPÇÃO...

E posso afiançar que quem o não ler
não imagina o que perde.

ORA, VAMOS LÁ À HISTÓRIA :


 Pedreiro Português - Verídico         TENTE LER SEM RIR ... Após ler o relatório, a Seguradora pagou  o seguro.        Abaixo está a explicação de um  operário português,acidentado no trabalho, à sua Cia.Seguradora.         A Cia. de Seguros havia estranhado tantas fraturas, e  em uma só pessoa num mesmo acidente.        Chamo a  atenção para o fato de que se trata de um caso verídico, cuja transcrição  foi obtida por meio de cópia dos arquivos da Cia.Seguradora  envolvida.        O caso foi julgado no Tribunal da  Comarca de Cascais - Lisboa-  Portugal. ------------------------------------------------------------ --------------------         À        Cia. Seguradora.         Exmos. Senhores,        Em resposta  ao seu gentil pedido de informações adicionais, esclareço:         No quesito nº 3 da comunicação do  sinistro mencionei 
       'tentando fazer o  trabalho sozinho' 
como causa do meu acidente.


        Em vossa carta V. Sas. me pedem uma explicação

mais  pormenorizada.

       Pelo que espero sejam  suficientes os seguintes detalhes:        Sou  assentador de tijolos e no dia do acidente estava a trabalhar sozinho num  telhado de um prédio de 6 (seis) andares. Ao terminar meu trabalho,  verifiquei que haviam sobrado 250 kg de tijolos. Em vez de levá-los à mão  para baixo (o que seria uma asneira), decidi colocá-los dentro de um  barril e, com ajuda de uma roldana, a qual felizmente estava fixada em um  dos lados do edifício (mais precisamente no sexto andar), descê-los até o  térreo.        Desci até o térreo, amarrei o barril  com uma corda e subi para o sexto andar,de onde puxei o dito cujo para  cima, colocando os tijolos no seu interior.         Retornei em seguida para o térreo, desatei a corda e segurei-a com  força para que os tijolos (250kg) descessem lentamente. Surpreendentemente,  senti-me violentamente alçado do chão e,perdendo minha característica  presença de espírito, esqueci-me de largar a corda... Acho desnecessário  dizer que fui içado do chão a grande velocidade.         Nas proximidades do terceiro andar dei de cara com o barril que vinha  a descer. Ficam, pois, explicadas as fraturas do crânio e das  clavículas.        Continuei a subir a uma velocidade  um pouco menor, somente parando quando os meus dedos ficaram entalados na  roldana. Felizmente, nesse momento já recuperara a minha presença de  espírito e consegui, apesar das fortes dores, agarrar a  corda.        Simultaneamente, no entanto, o barril  com os tijolos caiu ao chão, partindo seu fundo. Sem os tijolos, o barril  pesava aproximadamente 25 kg.        Como podem  imaginar, comecei a cair vertiginosamente, agarrado à corda, sendo que,  próximo ao terceiro andar, quem encontrei? Ora pois, o barril vinha a  subir. Ficam explicadas as fraturas dos tornozelos e as lacerações das  pernas. Felizmente, com a redução da velocidade de minha descida, veio  minimizar os meus sofrimentos quando caí em cima dos tijolos embaixo, pois  felizmente só fraturei três vértebras. No entanto,lamento informar que  ainda houve agravamento do sinistro, pois quando me encontrava caído sobre  os tijolos estava incapacitado de me levantar, porém pude finalmente soltar  a corda.        O problema é que o barril, que pesava  mais do que a corda, desceu e caiu em cima de mim fraturando-me as pernas.  Espero ter fornecido as informações complementares que me haviam sido  solicitadas. Esclareço que este relatório foi escrito por minha enfermeira,  pois os meus dedos ainda guardam a forma da roldana.         Atenciosamente,        Antonio  Manuel Joaquim Soares de  Coimbra

domingo, 24 de outubro de 2010

REQUERIMENTO

O que aqui se relata é  verdadeiro e pode ser confirmado nos  serviços  respectivos


O  Registo Civil de Beja recebeu o seguinte requerimento:

                   



   
 Beja, 5 de  Fevereiro  2006.
  
          Eu, Maria José Pau, gostaria de saber  da possibilidade de se abolir o sobrenome Pau do meu nome, já que a presença do Pau me  tem deixado embaraçada em  várias situações. Desde já agradeço a  atenção  concedida.
 Peço  deferimento,
  
 Maria  José do Pau.
  
  
 Em resposta,  recebeu a seguinte mensagem:
  
 Cara Senhora Maria  do  Pau:
  
         Sobre a sua solicitação da  remoção do Pau, gostaríamos de  lhe dizer que a nova legislação  permite a remoção do Pau, mas o processo é complicado e moroso.
         Se o Pau tiver sido  adquirido após o casamento, a remoção é mais fácil, pois, afinal de  contas, ninguém é obrigado a  usar o Pau do cônjuge se não  quiser. 
         Se o Pau for do seu pai,  torna-se mais difícil, pois o  Pau a que nos referimos é de família e tem sido utilizado há  várias  gerações.
         Se a senhora tiver irmãos  ou irmãs, a remoção do Pau  torná-la-ia diferente do resto da  família.
         Cortar o Pau do seu pai  pode ser algo muito desagradável para  ele. 
         Outro senão está no facto  do seu nome conter apenas nomes próprios, e poderá  ficar esquisito, caso não haja nada para colocar no lugar  do Pau.        
Isto sem mencionar que as  pessoas estranharão muito ao  saber que a senhora não possui  mais o Pau do seu marido.         
Uma opção viável seria a  troca da ordem dos nomes.          
Se a senhora colocar o Pau na frente da Maria e  atrás do José, o Pau pode ser escondido, pois  poderia assinar o seu nome como 'Maria P.  José'.        
A nossa opinião é a de que  o preconceito contra este nome já  acabou há muito tempo e visto que a senhora já usou o Pau  do seu marido por tanto tempo,  não custa nada usá-lo um pouco  mais.         
Eu mesmo possuo Pau, sempre  o usei e muito poucas vezes o Pau  me causou embaraços.


Atenciosamente,   Bernardo Romeu Pau Grosso  
Registo Civil de  Beja