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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

CONVENTOS E MOSTEIROS

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© João Menéres

AS RUÍNAS DO MOSTEIRO DE SANTA MARIA DE JÚNIAS

Quem, saído da aldeia de Pitões das Júnias, se dirigir para sul, seguindo a indicação
de uma placa, a vista alcança-o de cima.
A Igreja tem agora um telhado novo.
Tudo o resto está como há trinta e sete anos o conhecemos e que aqui podem ver.
Mas, já em 1533, Edme de Saulieu, abade visitador de Claraval, chegado a Júnias, logo se lamenta por encontrar este convento em ruínas e desertado de frades.
Mas, nos séculos seguintes, foi revivido e repovoado.
Por altura de um Carnaval de mil oitocentos e muitos, uns foliões
levaram "divertimento" e folia para o campo de piromaníaco.
As instalações conventuais arderam sem restrições.
Só a modesta igreja resistiu com galhardia.
O ano de 1147 será o ano provável da sua fundação. Frei Gonçalo Coelho,
com devota fama no mosteiro de Santo Tirso, é nomeado abade de Júnias em 1499.
Logo, junto à fachada sul, corre o Ribeiro do Campesinho (visível na imagem).
Imaginamos que, para além de servir frescas águas, servia bem
para as operações de higiene diária.
Menos de mil metros para poente, situa-se a
Cascata de Pitões, voltada para noroeste.
Para além do muito difícil acesso, a sua exposição solar e
as ramagens que se interpõem, não facilitam a obtenção de uma fotografia.
Como tenho uma feita há meia dúzia de anos, em breve, a mostrarei.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Á G U A

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© João Menéres

MELODIA

Dedos,
Pés,
Mãos
Não podem ser mentira.

-Porque o teu corpo
É harpa que respira...

(Pedro Homem de Melo, in Ecce Homo)

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

GRAFISMO

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© João Menéres

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

PORTO

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© João Menéres

A RIBEIRA DA MINHA CIDADE DO PORTO


CORPO HABITADO

Corpo num horizonte de água,
corpo aberto
à lenta embriaguez dos dedos,
corpo defendido
pelo fulgor das maçãs,
rendido de colina em colina,
corpo amorosamente humedecido
pelo sol dócil da língua.

Corpo com gosto a erva rasa
de secreto jardim,
corpo onde entro em casa,
corpo onde me deito
para sugar o silêncio,
ouvir
o rumor das espigas,
respirar
a doçura escuríssima das silvas.

Corpo de mil bocas,
e todas fulvas de alegria,
todas para sorver,
todas para morder até que um grito
irrompa das entranhas,
e suba às torres,
e suplique um punhal.
Corpo para entregar às lágrimas.
Corpo para morrer.

Corpo para beber até ao fim--
meu oceano breve
e branco,
minha secreta embarcação,
meu vento favorável,
minha vária, sempre incerta
navegação.

(Eugénio de Andrade, in Obscuro Domínio)


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

AÇORES

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© João Menéres

AMANHECER NO PICO


Não estejas longe de mim um dia que seja, porque,
porque, não sei dizê-lo, é longo o dia,
e estarei à tua espera como nas estações
quando em algum sítio os comboios adormecerem.

Não te afastes uma hora porque então
nessa hora se juntam as gotas da insónia
e talvez o fumo que anda à procura de casa
venha matar ainda meu coração perdido.

Ai que não se quebre a tua silhueta na areia,
ai que na ausência as tuas pálpebras não voem:
não te vás por um minuto, ó bem-amada,

porque nesse minuto terás ido tão longe
que atravessarei a terra inteira perguntando
se voltarás ou me deixarás morrer.

(Pablo Neruda, in Cem Sonetos de Amor)

domingo, 22 de fevereiro de 2009

PARIS

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© João Menéres

A Pirâmide do Louvre

Projectada por um arquitecto sino-americano,
I.M.Pei, inaugurada há vinte anos, a nova entrada
para o Museu, feita de vidro, permite a contemplação dos edifícios históricos
circundantes e, simultaneamente, ilumina a área no subsolo.


sábado, 21 de fevereiro de 2009

A V I S O À N A V E G A Ç Â O

Tendo o Grifo Planante manifestado o desejo de fazer uns voos, não lhe recusei essa vontade.
Mas vou estar de olho nele.
Por isso, não poderei comentar , nem agradecer a quem me visite.
Como dizer?
-Vou ali e volto depressa.