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quinta-feira, 2 de abril de 2009

CASTELOS DE PORTUGAL

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© João Menéres

C A S T E L O   D E   B R A G A N Ç A


Não há certezas. Porém, admite-se que a primeira
fortificação aqui em Bragança remonte ao reinado
de D.Sancho I (2º Rei de Portugal).
Todavia, o castelo tal qual o podemos ver, é do tempo de D.Dinis
(o Rei que decidiu plantar o Pinhal de Leiria).

O que a imagem nos mostra é a cidadela,
ou seja, o que as muralhas defendiam.

Para quem conheça Bragança, distingue perfeitamente
a Domus Municipalis que é o monumento histórico local
mais notável, tanto pela sua arquitectura, como pelas
funções que foi desempenhando, a Torre de Menagem
quadrangular e a Igreja de Santa Maria, onde na fachada sul se abriga a Domus Municipalis.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

ARQUITECTURA

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© João Menéres


PAVILHÃO DE PORTUGAL

Esta obra situa-se na Alameda dos Oceanos e Cais Português,
no Parque das Nações, junto ao Rio Tejo, em Lisboa.
É um projecto do mais afamado arquitecto português : Álvaro Siza Vieira,
que teve como colaboradores nucleares os engenheiros
Segadães Távares e Ana Bártolo e, ainda, para os interiores,
o também já bem conhecido Eduardo Souto Moura.

Esta obra foi construída entre os anos 1995-1998 e destinou-se a
abrigar a representação portuguesa.

É constituído por dois corpos ligados por uma junta construtiva.
O espaço da imensa praça entre os dois corpos é coberto
por uma lâmina de betão pré-esforçado.
Esta pala (vulgarmente designada por "a pala do Siza")
pode sugerir uma folha de papel apoiada em dois tijolos.

É esta pala que essencialmente pretendo mostrar.

Nota : Este projecto mereceu o Prémio Valmor de 1998.

Como o GRIFO PLANANTE gosta de visitar os amigos,
voltaremos a falar de outras obras do Siza.

terça-feira, 31 de março de 2009

AÇORES

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© João Menéres

ILHA DAS FLORES

Do Morro Alto, alcançamos com a vista a Ilha do Corvo.

Neste morro, há três Caldeiras: a Branca, a Funda e a Comprida.
Não querendo induzir em erro ninguém,
direi que esta me parece ser a Funda.
A Comprida tem outra forma.
A outra estava sem água (e daí eu deduzi não ser a Funda...) .
Mas a FERNANDA poderá dar aqui uma ajuda, não ?

Entretanto, apreciem esta beleza que as hortências guarnecem...

segunda-feira, 30 de março de 2009

PORTAS E JANELAS

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© João Menéres

CASA NA BEIRA LITORAL

Toda a Ria de Aveiro tem encantos sem fim.
Os seus braços estendem-se para Norte, para Nascente e para Sul do Farol da Barra.
Há toda uma história ligada às salinas,
aos estaleiros navais, à pesca, ao moliço...
A Cidade de Aveiro é o coração, tudo
o resto são veias e artérias, que é preciso
percorrer para amar mais Portugal.
(J.M.)

sábado, 28 de março de 2009

PRIMAVERA

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© João Menéres

Agora que a Primavera começou,
cantemos então...


LAGOS DA MONTANHA

Na sombra da montanha
Dormem os lagos verdes e calmos.
E na tela da água o brilho do sol
Desdobra as cores do dia que nasce.

( Gwilym Cowlyd 1827 / 1905 / Trad.: José Domingos Morais)

sexta-feira, 27 de março de 2009

GRAFISMO

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© João Menéres


SUL DE ESPANHA


À nossa frente o Atlântico que nos leva até às Américas.
À nossa esquerda (aqui fora do campo de visão) a costa marroquina.
Estamos exactamente em TARIFA.
Um local de sonho para quem quiser praticar windsurf
ou qualquer um dosseus parentes mais modernos.
O vento sopra constantemente e com intensidade.
A temperatura na água é muito boa (no Inverno, confesso que não sei).
Acima da praia (belíssima e muito extensa) vários núcleos
de aerogeradores produzem energia limpa.

O nome de Tarifa deriva de um mouro que comandava
uma esquadra e por ali ficou, estávamos no séc. VIII.
E o nome dele era Tarif ben Maluk.
(Sem desrespeito, diria que o Tarif era bem maluco...).
Ao largo de Tarifa, em 1805, o Almirante Nelson,
embora vencedor de uma guerra com uma frota
franco-espanhola, perdeu a vida durante o combate.
NOTA: Estas protecções da duna foram o motivo da postagem.
Observem as inúmeras filas paralelas e poderão imaginar
como o vento ali sopra constantemente.
É um local onde aprecio ir sempre que tal se proporciona.

NOTA: Estas protecções da duna foram o motivo da postagem.
Observem as inúmeras filas paralelas e poderão imaginar
como o vento ali sopra constantemente.
É um local onde aprecio ir sempre que tal se proporciona
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quinta-feira, 26 de março de 2009

VARAIS

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© João Menéres


VARAIS NA SERRA DO MARÃO

Junto a um ribeiro, na Serra do Marão (Trás-os-Montes),
as mulheres aproveitam o Sol do Inverno
para estender a roupa, depois de lavada e torcida.
Por cima de pedras que estão a jeito
ou por algum arame que por aí haja.

E, agora, ouçam o que Miguel Torga escreveu:

REGRESSO

Regresso às fragas de onde me roubaram.
Ah! minha serra, minha dura infância !
Como os rijos carvalhos me acenaram,
Mal eu surgi, cansado, na distância !

Cantava cada fonte à sua porta:
O poeta voltou!
Atrás ia ficando a terra morta
Dos versos que o desterro esfarelou.

Depois o céu abriu-se num sorriso,
E eu deitei-me no colo dos penedos
A contar aventuras e segredos
Aos deuses do meu velho paraíso.


Embora esta poesia se reporte ao regresso do próprio
Miguel Torga à sua aldeia de S. Martinho de Anta e
aos sítios da sua eleição enquanto jovem,
não resisti à tentação de, numa metáfora,
personificar as roupas que todos os dias são levadas
aos ribeiros, por caminhos que por fontes passam,
espreguiçadas em penedos (ou fragas), onde
tagarelam entre si, e logo, antes do sol se deitar,
são novamente levadas de volta às suas telhas.