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quarta-feira, 27 de maio de 2009

CASTELOS DE PORTUGAL

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Desenho de Gouvêa Portuense

A TORRE DE LAPELA

No formoso vale do rio Minho, antigamente designado por Minius,
o nosso olhar enriquece-se de verdes, de pujantes verdes.
As margens constituem aguarelas sem limite e
o seu poema é uma autêntica sinfonia de côr.
Ao longo do seu percurso, erguem-se vários castelos,
verdadeiros símbolos de heroísmo, sempre que,
em tempos passados, foi necessário defender Portugal.

Esta torre da Lapela foi edificada durante o reinado de D. Fernando e
constitui-se como uma derradeira recordação de um castelo
que terá sido mandado construir por D.Afonso Henriques ( o 1º Rei de Portugal).

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© João Menéres

DESAFIO

O Júri vota...
A Produtora trabalha...

Agora querem música...

Isto vai ficar pronto quando?

Espero que dentro do prazo...

terça-feira, 26 de maio de 2009

DESAFIO - MODO DE VOTAÇÃO

INFORMAÇÃO

Informamos todos os interessados que a votação
seguirá o seguinte princípio:

Cada membro do júri, indicará três títulos por ordem decrescente.
Ao 1º serão atribuídos 20 pontos
Ao 2º serão atribuídos 10 pontos
Ao 3º serão atribuídos  5 pontos.

Quando os 5 membros se tiverem pronunciado,
será feita a competente verificação e contagem dos pontos.
Espero que não haja empate de pontos no mais votado, 
pois não queria ter a melindrosa tarefa de usar o meu voto de qualidade.

Encontrado o título mais pontuado, logo o passaremos à produção.
Então, a ELLEN, uma vez mais, e com toda a amabilidade, tratará
da concepção do SUPER-PRÉMIO.
Julgamos que cumpriremos o prazo previsto : 30 de Maio.

Prometo mostrar os três títulos votados por cada membro,
embora, para evitar melindres, não mencione o nome do
júri de cada listagem.

AlGARVE

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© João Menéres


CABO DE S.VICENTE

No extremo sudoeste de Portugal é onde se situa este cabo.
Separa, sem dúvida, a costa sul do Algarve banhada
pelo Atlântico, da costa oeste bem mais batida pelos ventos.

Há muitos recuados anos, era designado como o Promontório Sacro.
Já o povo romano, quando por aqui parava, o dedicara ao deus Saturno,
afirmando que era um lugar dos deuses e que só durante o dia se
podia visitar, dado que à noite era exclusiva propriedade divina.

Este (vizinho do de Sagres) é um local privilegiado para ver a
passagem dos navios que por ali cruzam a caminho do norte da Europa
ou do Mediterrâneo.

É um local pleno de mística: ali houve um convento franciscano,
denominado de Convento do Corvo.
Os monges franciscanos acenderiam fogueiras que, com o seu fumo,
alertavam as embarcações. Hoje, um moderno farol dispensa,
e com mais eficiência, esses avisos pouco seguros.

Segundo os romanos, que denominavam o sítio de LUGUM CINETICUM,
pois aqui o Sol era cem vezes maior e até fazia que o mar fervesse.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

DOURO

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© João Menéres

Fotografia executada com uma máquina analógica 6 x 7 cm

A QUINTA DO BOM RETIRO

Situada em Casais do Douro, no Concelho de Tabuaço, tem uma área superior
a 100 ha e é pertença de Adriano Ramos-Pinto Vinhos, S.A.
A altitude da implantação das suas vinhas varia entre os
100 e os 400 metros e que produzem para cima de 400 pipas.
Produz excelentes Vinhos do Porto , desde Vintages, a um tawny "Quinta" e outros para lotações , sob a direcção do 
muito conhecido enólogo João Nicolau de Almeida.

domingo, 24 de maio de 2009

DESAFIO

Termina hoje, dia 25 de Maio, o prazo para apresentação
das sugestões para o título da minha imagem postada no dia 19.
Uma das madrinhas ainda não participou...
Será que não me visita desde então?

Só fecharei a recepção na manhã do dia 26, dado que tenho visitantes situados por todo o Brasil e nas duas costas dos USA com diferenças de fuso horário assinaláveis.

Relembro que há um prémio que não se pode olhar de longe!

LENDAS

Como prometido, aqui está 

A LENDA DO GALO DE BARCELOS

Há muitos, mas mesmo muitos anos atrás, numa povoação 
(que hoje é a cidade de Barcelos), a população de um momento
para o outro deixou de viver tranquila e em paz.
As pratas e o ouro do homem mais rico do lugar tinham sido roubadas!
A desconfiança instalou-se entre todos. Um era o ladrão, de certeza!
Mas quem entre todos? Este, aquele ou aqueloutro?
Seria o Zé da Adega? Ele devia dinheiro a todos...
Seria alguém de fora? Quem ia saber?

E não é que nestes entretantos não encontram um moço galego
que por aquelas bandas andava a passear?
Logo de suspeito, passou a ser o único alvo de todas as acusações.
O rapaz bem reclamava a sua total inocência, que só nessa manhã ali chegara...

Que importavam as declarações da sua inocência?
Tinha que ser ele, já que todos os outros eram gente honesta...
À força foi levado a casa do juiz que já se encontrava 
sentado à mesa para um magnífico galo assado comer.

O moço continuava a protestar: Não fui eu, não fui eu!!!
A veemência das suas palavras nada alterou.
Desesperado, pois já pensava que a pena de morte lhe seria decretada,
tentou uma última chance:
-A todos já afirmei que estou inocente do que me acusam.
Mas se em mim não acreditam, eu vos digo que este galo
ali na mesa e já assado esta noite cantará a minha inocência!

Claro, todos fizeram chacota e as gargalhadas não faltaram.
E o juiz determinou que o levassem para a cadeia e que na manhã seguinte
ele iria sofrer o castigo adequado a tão grave acto.

O juiz voltou a sentar-se à mesa e muito aborrecido estava com o atraso
que aquele caso originara.
Puxou a travessa para si e, quando se preparava para trinchar
 o galo, não é que um forte e sonante 

Cocorococó...Cocorococó...Cocorococó...

solto pelo assado bicho, não faz que o juiz caia da cadeira com o susto?

Logo deu imediata ordem à sua criadagem para irem soltar o rapaz,
já que ele próprio ouvira o galo cantar.

É esta a lenda. Outras versões há, naturalmente.
Até talvez mais verosímeis:

O galego seria um romeiro de Santiago bem parecido  e que
a estalajadeira se tomara de amores e procurara tentá-lo
à noite no quarto que ao rapaz alugara.
Como este prometera às tentações da carne não ceder
enquanto a peregrinação não terminasse, a estalajadeira
de vingança meteu na sacola do rapaz os talheres de prata.

E, quando ele a sair, gritou bem alto para que toda a povoação ouvisse:
AQUI D'EL-REI, QUE É LADRÃO!

O final da lenda é idêntico, com a agravante que logo ali o juiz
decidiu que a forca era o castigo.
Na verdade, em frente à matriz de Barcelos existe um cruzeiro
na coluna do qual se vê esculpido um galo, um enforcado e Santiago.
Esta lenda, francesa ao que parece, está documentada em vários
pontos dos Caminhos de Santiago.

Quem não conhecia a lenda, fica agora a saber a razão
 da existência do Galo de Barcelos.
Espero que tenham gostado.
 Só lamento as réplicas 
de mau gosto que a original peça tem vindo a 
conhecer nestas últimas  décadas...

Conheço ainda outra, bem diferente desta anterior.

Ter-se-á passado em Vila Nova do Laranjal, perto de Ponte de Sor, no Alto Alentejo e tem a ver com o melhor galo que seria guardado e tratado pelo homem melhor da terra para cantar na Missa do Galo.
Uma vez, apresentaram-se dois homens. Ambos se reclamavam como o melhor homem bom.
O meirinho (ou juiz) pergunta se algum deles pode apresentar uma testemunha do que eles fizeram de bom e de bem.
Ambos apresentam a mesma testemunha, para espanto do juiz.
Tratava-se da menina do Laranjal, a mais bonita, a mais respeitada, mas também a mais rica de toda aquela zona.
Depois de umas peripécias - que aqui me dispenso de narrar para não alongar demasiado o texto - a menina fica noiva daquele que fora escolhido para engordar o galo para a Missa da Meia-Noite, do dia de Natal.
Porém, na véspera desse dia o galo desapareceu misteriosamente!
O juiz entendeu que o responsável pela engorda do galo era também o responsável pela sua guarda e, como tal, logo foi condenado á forca.
Naturalmente afirmou a sua total inocência mas a firmeza do juiz manteve-se.
Já a menina do Laranjal chorava a perda do seu amor quando uma ideia surgiu ao pobre e amargurado...
Assim, quando o meirinho permitiu que o condenado formulasse o seu último desejo, ele pediu que levassem a menina do laranjal ao alto da torre da igreja.
Quando a menina do Laranjal subiu à torre, logo se ouviu o galo cantar três vezes.
O povo correu para o local donde viera o cantar do galo. Era o quintal do outro rival.
Ficara provada a sua inocência! A sua ideia salvara-lhe a vida e devolvera-o á sua amada menina do Laranjal.
A lenda não nos diz o que sucedeu ao rival que furtara o galo ao inocente acusado...