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sexta-feira, 10 de abril de 2009

PINTURA

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© photo by João Menéres

FONS VITAE
(Santa Casa da Misericórdia do Porto)

Em tempo de Quaresma, apresentamos uma das mais notáveis
obras do património artístico português e que está exposta
na Sala das Sessões da S. C. M. P.

> Trata-se de um quadro pintado a óleo sobre sete pranchas
aparelhadas de madeira de carvalho, atingindo os
2,10 m de altura e 2,10 m de largura.

O motivo central é o Calvário, com Cristo morto pregado na cruz,
Sua Mãe, à esquerda do observador, e S. João à direita.
A taça, cheia do líquido vermelho violento, é o ponto fulcral
da pintura; os pés do Messias estão no centro geométrico
do quadro, na intercepção das duas diagonais.
Repare-se como esse  X  das linhas de força ganha valores
com o paralelismo volumétrico: numa, os vultos da Senhora e
da Rainha; noutra, os corpos de S. João e do Rei.
Às pessoas de sangue real segue-se o Bispo, depois homens e
 mulheres adultos, todos senhores e burgueses de qualidade.

As formas imediatamente mais marcantes são dois triângulos:
o primeiro formado claramente pelo corpo emaciado de Cristo,ao alto,
e o segundo, invertido em relação àquele, composto pelos 
corpos ajoelhados e afrontados do régio casal.

Ao fundo, há úberes campos verdejantes, águas que correm e
os fecundam, gados que pastam, casario onde vive a gente laboriosa,
frescas ribeiras onde passeiam casais amantíssimos,
imagens duma alegoria evidente à Terra da Promissão
 que o Sacrifício da Cruz permitiu recuperar.

Os Príncipes são seis, e alinhados por idade, a seguir ao Rei D. Manuel  I.
Ao lado de um deles vê-se um chapéu cardinalício.
As duas Princesas, a seguir à Rainha, estão em adoração. <

(Para o texto que acompanha esta obra datada de 1518-1521,
 da Oficina de Bruxelas,  servimo-nos de um texto do Dr.Pedro Dias,
que resumimos ao mínimo aceitável e que procurámos adaptar  sem o desvirtuar. 
Relativamente à qualidade da fotografia que executei,
proponho que a comparem com outras reproduções de qualquer
outro livro ou publicação e atentem em todos os pormenores.
Tenho muito orgulho neste trabalho, podem crer.)


quinta-feira, 9 de abril de 2009

INFORMAÇÃO

A partir de hoje, e por uns dias, não teremos acesso à Net.
Como tal, não estranhem nem a falta dos meus agradecimentos,
nem a falta dos comentários nos blogues que visito habitualmente.
(e mais não visito porque me é de todo impossível).

Continuarei, porém, a postar aqui as imagens.
No regresso, a todos procuraremos dar resposta.

BOA E FELIZ PÁSCOA PARA TODOS.

CASTELOS DE PORTUGAL

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© João Menéres


CASTELO DE CASTRO MARIM

O muro mais antigo do actual castelo remonta
ao século VIII a.C.
Digo mais antigo, porque a ocupação humana no monte do Castelo
data do final da Idade do Bronze !
Depois do séc. V a.C. foi destruído por um abalo sísmico.
Por altura da Invasão Romana da Península Ibérica
a fortificação foi reconstruída.

Mas só com o Rei D. Sancho II (± 1240) e com a sua conquista,
é que Castro Marim conheceu uma importância mais relevante.
Importância que viria a decrescer no reinado de D.Pedro I.
Este castelo viria a desempenhar importante papel
na história dos Templários.

A Reserva Natural confunde-se com o sapal que se estende
ao longo do Rio Guadiana entre Castro Marim e
Vila Real de Santo António.
As salinas são constituídas por viveiros e
marinhas de pequenas dimensões,
com enorme variedade no seu traçado,
o que as torna autênticos labirintos.

E é deste castelo que se pode admirar o curioso reticulado da paisagem.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

DOURO

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© João Menéres

QUINTA DO PANASCAL

(Fotografia aérea/ helicóptero)

Ainda há pouco tempo, no blog EXPRESSODALINHA,
houve muita brincadeira com o nome desta famosa quinta.

Foram referidas as curvas sem fim da estrada que, vinda cá das
alturas de Tabuaço, acompanha as curvas de nível do terreno,
entroncando na estrada marginal ao Rio Douro
e que faz a ligação Peso da Régua/Pinhão.

Aqui na imagem pode ver-se essa estrada que vem de Tabuaço
serpenteando constantemente na margem esquerda do Rio Távora.
À direita, temos parte da Quinta do Panascal.
Tem uma área de 42 ha (segundo a indicação que possuo) e
vai da altitude dos 80 m até aos 350 m.
Registada em nome de Fonseca-Guimaraes Vinhos, SA,
está englobada no Grupo Taylor, Fladgate & Yeatmam Vinhos, SA.

Toda a sua produção está classificada com a letra A e está distribuída
sensívelmente desta forma:
17% -Socalcos murados
56% - Patamares
6% - Plantio vertical
215 - Plantação contínua

Tem uma produção superior a 200 pipas,
com Vintage, Quinta, Bin 27 e tawnies velhos.


terça-feira, 7 de abril de 2009

NOTIFICAÇÃO

PASSATEMPO  DO  BLOG  EELLEENN

TÍTULO PARA A TELA IX

A ELLEN convidou-nos a divulgar no GRIFO PLANANTE
o título para a Tela IX (ver edição de 31 de Março) 
da Artista Plástica PIPOKAS.

O passatempo originou uma numerosa adesão e despertou
o maior entusiasmo entre dezenas de blogueiros.
Todos foram solicitados a sugerir um título.
Cada um podia participar com o número de sugestões que quisesse.

A regra do passatempo era simples:
Seria a Artista a escolher o nome mais original entre
os propostos e que, como é natural, entendesse
que melhor traduzisse o sentido da sua obra.

Perante o elevado número de sugestões apresentadas
e reunindo a sua maioria as condições para serem os preferidos,
a escolha tornou-se tarefa delicada.

A Artista teve  uma fase da sua vida ligada ao ballet e
esta obra recorda-lhe, de alguma forma, esse período.

Por isso, as promotoras decidiram eleger  o título 

B A I L A N Ç A S 

apresentado pelo EXPRESSO DA LINHA
a quem felicitamos vivamente.

A partir deste momento, o JORGE PINHEIRO poderá
expôr no seu blog esta obra, de acordo com
os princípios enunciados na apresentação do passatempo.

Resta-nos felicitar as promotoras por esta iniciativa
que tanto interesse despertou e esperar que
outra possa surgir noutra oportunidade.

 Recordamos o endereço:  http://felixahel.blogspot.com

ESPANHA

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© João Menéres

CATEDRAL DE SANTIAGO DE COMPOSTELA

As suas duas torres gémeas de estilo barroco, com a altura de 74 m,
como que vigiam a Praza do Obradoiro.
A qualquer hora da noite, sempre alguém por lá passa e pára.
Durante o dia, seja verão ou inverno, centenas ou milhares (depende da data) de pessoas encontram-se numa das mais belas praças do mundo.
Daqui partem para iniciar a visita à Catedral ou, acabada esta,
para descobrirem aquela que, na Idade Média, era o terceiro lugar
de peregrinação mais importante.
Ainda hoje, OS CAMINHOS PARA SANTIAGO são percorridos
por milhares de peregrinos vindos de toda a Europa.
Estes CAMINHOS são assinalados por catedrais, igrejas e hospitais.
É dado um certificado a todos os peregrinos que percorram
no mínimo 100 km a pé, de bicicleta, de burro ou a cavalo.
A Catedral tem muito para ser visto, apreciado e tocado.
À entrada, o Pórtico da Glória e, logo de seguida, o Santo dos Croques
(diz-se que tocar nesta estátua dá sorte e sabedoria.
Por isso, já lá toquei várias vezes...).
Depois, segue-se a Cripta, o Altar-Mor e o botafumeiro,
que é um incensório gigantesco
que necessita de oito homens para o fazerem oscilar
por cima do altar durante os serviços religiosos mais importantes.
Já uma vez assisti. Impressionante e mítico.

Ainda poderá visitar o Museu da Tapeçaria.
Algumas das tapeçarias são baseadas em cartões de Goya.

A oferta hoteleira é, naturalmente, vasta.
Todavia, para quem puder, só aconselho o Hotel de los Reyes Católicos.
Mesmo ao lado da Catedral e onde, depois de retiradas as malas,
se encarregam de levar a viatura para a garagem,
donde só sairá dois ou três dias depois, no final da nossa estadia.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

MADEIRA

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© João Menéres

ARQUIPÉLAGO DA MADEIRA

" Levanto-me a bordo, à procura da luz - de outra luz
em que fui nascido e criado e de que começo a sentir
cada vez mais a falta. Anseio por tornar a ver, a luz
sem nuvens, a luz doirada, a luz pura e viva".
( Raul Brandão, in Visão da Madeira )


O Arquipélago da Madeira compreende a Ilha da Madeira,
onde se situa a cidade do Funchal, a Ilha de Porto Santo
(com um areal ocre-claro com cerca de 9 Km de extensão),
as Ilhas Desertas e, finalmente, as Ilhas Selvagens.

O que podemos ver na imagem é um amanhecer,
obtido da Madeira para as Desertas.

As Desertas são três ilhas, estreitas e prolongadas,
em que as suas encostas mergulham no mar quase verticalmente.

A que se situa mais a Norte, de seu nome Ilhéu Chão, é a mais pequena.

A do meio, é a Deserta Grande (a que figura acima), tem cerca de 12 km
de comprimento e, na sua largura máxima, não chega a ter 2 km.
A altitude máxima não atinge os 500 m e é no Pico do Pedregal.

Mais a Sul, encontramos a Ilha do Bugio.
Esta tem pouco mais de 7 km de comprimento e
uma largura de cerca de 800 m.

Deve ficar bem claro que a acessibilidade é muito restrita
em qualquer destas três ilhas, tanto pelas difíceis condições de
aportagem, como pela autorização necessária, tendo em vista
a necessidade de proteger os habitats naturais.
Estamos a falar da flora, da avifauna e dos lobos-marinhos.