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segunda-feira, 30 de março de 2009

PORTAS E JANELAS

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© João Menéres

CASA NA BEIRA LITORAL

Toda a Ria de Aveiro tem encantos sem fim.
Os seus braços estendem-se para Norte, para Nascente e para Sul do Farol da Barra.
Há toda uma história ligada às salinas,
aos estaleiros navais, à pesca, ao moliço...
A Cidade de Aveiro é o coração, tudo
o resto são veias e artérias, que é preciso
percorrer para amar mais Portugal.
(J.M.)

sábado, 28 de março de 2009

PRIMAVERA

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© João Menéres

Agora que a Primavera começou,
cantemos então...


LAGOS DA MONTANHA

Na sombra da montanha
Dormem os lagos verdes e calmos.
E na tela da água o brilho do sol
Desdobra as cores do dia que nasce.

( Gwilym Cowlyd 1827 / 1905 / Trad.: José Domingos Morais)

sexta-feira, 27 de março de 2009

GRAFISMO

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© João Menéres


SUL DE ESPANHA


À nossa frente o Atlântico que nos leva até às Américas.
À nossa esquerda (aqui fora do campo de visão) a costa marroquina.
Estamos exactamente em TARIFA.
Um local de sonho para quem quiser praticar windsurf
ou qualquer um dosseus parentes mais modernos.
O vento sopra constantemente e com intensidade.
A temperatura na água é muito boa (no Inverno, confesso que não sei).
Acima da praia (belíssima e muito extensa) vários núcleos
de aerogeradores produzem energia limpa.

O nome de Tarifa deriva de um mouro que comandava
uma esquadra e por ali ficou, estávamos no séc. VIII.
E o nome dele era Tarif ben Maluk.
(Sem desrespeito, diria que o Tarif era bem maluco...).
Ao largo de Tarifa, em 1805, o Almirante Nelson,
embora vencedor de uma guerra com uma frota
franco-espanhola, perdeu a vida durante o combate.
NOTA: Estas protecções da duna foram o motivo da postagem.
Observem as inúmeras filas paralelas e poderão imaginar
como o vento ali sopra constantemente.
É um local onde aprecio ir sempre que tal se proporciona.

NOTA: Estas protecções da duna foram o motivo da postagem.
Observem as inúmeras filas paralelas e poderão imaginar
como o vento ali sopra constantemente.
É um local onde aprecio ir sempre que tal se proporciona
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quinta-feira, 26 de março de 2009

VARAIS

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© João Menéres


VARAIS NA SERRA DO MARÃO

Junto a um ribeiro, na Serra do Marão (Trás-os-Montes),
as mulheres aproveitam o Sol do Inverno
para estender a roupa, depois de lavada e torcida.
Por cima de pedras que estão a jeito
ou por algum arame que por aí haja.

E, agora, ouçam o que Miguel Torga escreveu:

REGRESSO

Regresso às fragas de onde me roubaram.
Ah! minha serra, minha dura infância !
Como os rijos carvalhos me acenaram,
Mal eu surgi, cansado, na distância !

Cantava cada fonte à sua porta:
O poeta voltou!
Atrás ia ficando a terra morta
Dos versos que o desterro esfarelou.

Depois o céu abriu-se num sorriso,
E eu deitei-me no colo dos penedos
A contar aventuras e segredos
Aos deuses do meu velho paraíso.


Embora esta poesia se reporte ao regresso do próprio
Miguel Torga à sua aldeia de S. Martinho de Anta e
aos sítios da sua eleição enquanto jovem,
não resisti à tentação de, numa metáfora,
personificar as roupas que todos os dias são levadas
aos ribeiros, por caminhos que por fontes passam,
espreguiçadas em penedos (ou fragas), onde
tagarelam entre si, e logo, antes do sol se deitar,
são novamente levadas de volta às suas telhas.



quarta-feira, 25 de março de 2009

ALGARVE

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© João Menéres


POSTAL ILUSTRADO

Se o proprietário desta casa fosse mais lúcido,
e tratasse de retirar aquela pia de cimento e uns tijolos
que por ali estão abandonados,
podia ter aqui a sua galinha de ovos de oiro.

terça-feira, 24 de março de 2009

NATUREZA (PNPG)

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© João Menéres

À   LUZ AZUL  que  me  inspira.

SANTUÁRIO

Era nesta escadaria
que eu sonhava um dia
estar deitado sem dormir
para te poder sorrir.

Anos a fio esperei.
Um dia me acabei,
olhando para este santuário
dei conta do erro do calendário.

Nada havia a fazer.
Outro não posso ser
porque o destino
mais cedo me quis menino.

(J.M. / Março de 2009)

segunda-feira, 23 de março de 2009

P O R T O

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© João Menéres





P O R T O   M E U


Porto meu,
Meu porto seguro
Espelho dos meus medos
Verdade, razão.

Porto meu,
Meu porto seguro
Onde lanço a âncora
E escondo a paixão.

Revejo-me nas ruas,
Nas esquinas, nas travessas,
Revejo-me na calçada
Nos risos, no luar.

Porto meu,
Meu porto seguro
Onde atraquei o barco
Onde quero ficar.

Sou filho do vento
E escolhi habitar,
No meu porto seguro
Não vou naufragar.


Agradeço à minha Amiga SELMA ANTUNES a magnífica
poesia que propositadamente fez para esta imagem.

NOTA: Gostava de convidar todos a visitarem o blogue da Selma.
Porém,   http://voltademare.blogspot.com       é  um blogue
aberto a poucos. Se se identificarem, via e-mail, 
talvez as portas se abram...