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quinta-feira, 5 de julho de 2012

O PROMETIDO

© João Menéres




LEMBRAM-SE QUE PROMETI
HOJE EXPLICAR A MINHA
POSTAGEM DE 27 DE JUNHO ?

POIS AQUI ESTÁ :

TRATA-SE DE UMA PAREDE NO PORTO,
PINTADA EXACTAMENTE DESTA CÔR.
PROCEDI A UMA ROTAÇÃO DE 180º
E ALTEREI  ESSA CÔR.

ASSIM, HÁ PARA DOIS GOSTOS DIFERENTES...

ESTAVA DESTINADA AO CONCURSO
DO FLINPO ( A DE 27 DE JUNHO )
PARA O TEMA  IMPERFEIÇÃO.

RESOLVI  PARTICIPAR COM
OUTRA IMAGEM.


terça-feira, 3 de julho de 2012

DEGRADAÇÃO

© João Menéres



EM ARRAIOLOS, QUANDO
PROCURAVA UM SÍTIO
PARA FOTOGRAFAR O CASTELO.

segunda-feira, 2 de julho de 2012



ÚLTIMA HORA 

JÁ PODEM LER O TEXTO DO
JORGE PINHEIRO
NA MINHA POSTAGEM SOBRE
BRAGANÇA
DE 29 DE JUNHO DE 2012 !
OBRIGADO, JORGE !!!

ISTO É PECADO ARQUITECTÓNICO !

© João Menéres




EM BERGEN  !!!


E DEPOIS VENHAM
DIZER-NOS QUE SÓ
OS PORTUGUESES
COMETEM CRIMES DESTES...


sábado, 30 de junho de 2012

DESAFIO DE JUNHO ( R )


DESCULPEM O ATRASO COM QUE SÃO 
DIVULGADOS OS RESULTADOS DO
MÊS DE JUNHO, MAS UMA DIFICULDADE
COM QUE ME DEPAREI 
NO MEU COM COMPUTADOR
( E NÃO É A PRIMEIRA VEZ ...)
A TAL ME OBRIGOU.



RESULTADO DO MÊS DE JUNHO

EIS A VOTAÇÃO DOS 

CINCO MEMBROS DO JÚRI:

(Como sempre, foi atribuída uma letra aleatoriamente a cada)


   A


1º - O  ruído imenso da solidão, da RUTE TALEFE............................................................15 pontos

2º - Dedos gritando, da MYRA LANDAU........................................................................... 10 pontos

3º - Conversando com o vento, da TÉTÉ............................................................................5 pontos

B

1º - Degredo, da MARIA DE FÁTIMA............................................................................... 15 pontos

2º - Socorro, do FERNANDO REIS.................................................................................. 10 pontos
3º - Na imensidão do nada, do RUI PIRES..........................................................................5 pontos


C

1º - Último vestígio, da ELMA CARNEIRO....................................................................... 15 pontos
2º - Solidão sem fim, da ELMA CARNEIRO...................................................................... 10 pontos
3º - Prece, da GB...........................................................................................................   5 pontos

 
D

1º - As árvores morrem de pé, do RUI PIRES.................................................................. 15 pontos
2º - À espera de um abraço, da MARIZA DELANDREA..................................................... 10 pontos
3º - Quando o veado perdeu seu esgalho, da LI FERREIRA NHÃN........................................5 pontos

E

1º - O ruído imenso da solidão, da RUTE TALEFE......................................................... 15 pontos
 2º - Aqui jaz uma sombra, do EDUARDO P.L. .............................................................. 10 pontos
3º - Gone with the wind, do MFC......................................................................................5 pontos

                                                                                                                  Salvo erro e omissão


AND THE WINNER IS...


O  RUÍDO  IMENSO  DA  SOLIDÃO




© L. Reis e João Menéres



que totalizou 30 pontos.


E a quem felicitamos

e pedimos para colocar o

SELO-PRÉMIO

( com arte final da L. Reis )

no seu sidebar.




Em 2º lugar, com 15 pontos,

ex - aequo, ficaram :

Maria de Fátima ( "Degredo" )

Elma Carneiro ( "Último vestígio" )

Rui Pires ( "As árvores morrem de pé" )



E em 3º lugar, com 10 pontos,

todos ex-aequo, ficaram:



Myra Landau ( "Dedos gritando" )


Fernando Reis ( "Socorro" )


Elma Carneiro ( "Solidão sem fim" )


Mariza Delandrea ( "À espera de um abraço" )

e

Eduardo P. L. ( " Aqui jaz uma sombra" )




Este foi um mês em que


novamente houve boas sugestões,


embora o número de participações

continue abaixo do que era expectável.

Felicito os doze  pontuadas  pelos membros do Júri ! 

O meu particular agradecimento:

aos membros do JÚRI

e

à LINA REIS,
pela  criatividade, 
a quem deixamos um muito obrigado
pela sua colaboração.


Os devidos agradecimentos a todos que,
ao participarem neste DESAFIO,
 dão razão para prosseguir.



Ainda uma palavra especial para os novos participantes
e a todos os fãs deste passatempo 
que constituem sempre um bom porto de abrigo
para o editor deste DESAFIO.




No próximo mês - que já tem dia marcado,
como podem verificar no sidebar, junto ao banner deste passatempo - 
teremos NOVO DESAFIO.
Depois, só em Setembro.


MIRADOIROS


AINDA A ERICEIRA...

© João Menéres


AQUI O MIRADOIRO DA
RIBEIRA DE ILHAS.
NÃO SE PODIA ESTACIONAR LÁ
POR ESTAR EM OBRAS
TODA AQUELA ZONA.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

BRAGANÇA


 © João Menéres


A DOMUS MUNICIPALIS

 © João Menéres


O CASTELO


ESTA POSTAGEM ESTÁ 
A PEDIR UM TEXTINHO !

MAS EU ESTOU MUITO SEM TEMPO
E O EXPRESSO DA LINHA
FOI A BANHOS !...


EIS O MAGNÍFICO
TEXTO QUE O
JORGE PINHEIRO
AMÁVEL E PRONTAMENTE 
ME ENVIOU :


BRAGANÇA – ONDE PORTUGAL COMEÇA


Era um carro antigo. Um velho Simca Aronde. Saímos cedo. Pernoitávamos no Luso ou na Curia. Eram dois dias para atingir a capital do Nordeste Transmontano. Pelo caminho comia muito bacalhau cru para não enjoar entre as 700 curvas do Pocinho. A Foz Côa. Os meus pais insistiam em passar férias em Bragança. Lá estavam avós, bisavós, tios e primas. Eu, francamente, ia amuado, contrariado. Deixava a praia, a Linha de Cascais, para me meter naquele inferno de 43º à sombra, com burros estacionados nas esquinas e moscas pegajosas tentando escapar ao calor na pele suada dos transeuntes. Abundavam presuntos e alheiras e a sirene dos bombeiros berrava o dia todo a caminho dos incêndios de Bornes ou Montesinho. Eu passeava pelas ruas, nas minhas pernas magritas de calções caqui. Era mostrado como um troféu no velho Café Leão, ali na Praça da Sé. O meu avô Domingos era uma personagem incontornável. No seu bigode fininho de militar, era conhecido por “Capitão Sagres”. Levava-me a todo o lado no jipe da GNR de que era comandante. Percorríamos a fronteira. Entrávamos por Espanha sempre que nos apetecia comprar caramelos. A intimidade com os espanhóis é aqui total. A proximidade e a Guerra Civil de Espanha traçaram cumplicidades, nem sempre saudáveis. Os banhos no rio Sabor não tinham pé e a água gelada deu-me sinusite para a vida toda. Lá em cima ficava o castelo, um dos mais bem preservados do país, com a sua altiva torre de menagem e a Torre da Princesa, com uma lenda que mudava consoante o interlocutor. Bragança é terra de Celtas, de uma tribo Galaica, uma terra que foi dominada pelos Romanos e invadida pelos Visigodos. Os Mouros não conseguiram estabelecer-se por conta própria e andaram 50 anos a levar na tromba, antes de terem percebido que não valia a pena insistir. Foram os leoneses que tomaram conta disto. A independência veio com naturalidade, logo nos tempos de Afonso Henriques. Bragança sempre foi terra de atravessamento. Guerras com Espanha, invasões francesas, lutas liberais, revolução cartistas, tudo passou por aqui. A população foi enriquecida com os judeus em fuga do Reis Católicos e será rara a família que não tem sangue “marrano”. No Inverno neva, mas os lobos são agora protegidos. A vida nocturna é, agora, intensa. E Bragança já está no mapa. Curiosamente gostava de voltar a fazer aquelas curvas no velho Simca. Voltar a enjoar na subida para Torre de Moncorvo e passar tardes a apanhar moscas na sombra das figueiras do quintal.

Jorge Pinheiro