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sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

NUVENS

© João Menéres
Noutras altitudes...

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

http://cimitan.blogspot.com

No VARAL DE IDEIAS, de EDUARDO P.L., está a decorrer a votação para o melhor varal do 1º semestre de 2008.

Façam uma visita lá e votem naquele que mais gostarem.
Os 5 autores agradecem a participação.

MUITOS OLHARES

© João Menéres


ÁGUA

© João Menéres

A Água é um bem essencial da Vida. Por isso, nunca é demais cantá-la.

Treme em luz a água,
Mal vejo. Parece
Que uma alheia mágoa Na minha alma desce

Mágoa erma de alguém
De algum outro mundo
Onde a dor é um bem E o amor é profundo,

E só punge ver, Ao longe, iludida,
A vida a morrer
O sonho da vida.

( Fernando Pessoa - 05.08.1921)

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

O AZULEJO EM PORTUGAL

© João Menéres
>A discussão de Santa Catarina anunciada por um anjo<.
Um dos paineis da fachada lateral da Capela das Almas (Porto).

Os azulejos das fachadas, principal e lateral, são de autoria de
Eduardo Leite e foram totalmente terminados em 1929.
Iniciamos hoje um novo tema : O Azulejo em Portugal.
É um dos patrimónios artísticos mais importantes e muito 
apreciados por quem nos visita.


"O azulejo é utilizado normalmente como revestimento parietal, ainda que
  também o tenha sido noutras situações como, por exemplo, em pavimentos, 
tectos, degraus, fontes, bancos e canteiros de jardim.
Considera-se que o azulejo foi introduzido em Portugal desde meados do séc. XV, importado dos centros de fabricação hispano-mouriscos de Valência, Sevilha e Marrocos.
Implantado progressivamente no gosto popular, só alcança a
escala monumental no decurso do séc. XVII."
(Rafael Calado, in AZULEJOS - Cinco Séculos do Azulejo em Portugal)

ALENTEJO

© João Menéres
Dedicada a alguém que  o queira...

Feliz dia para quem é
O igual do dia,
 E no exterior azul que vê
 Simples confia !

O azul do céu faz pena a quem
Não pode ser
Na alma um azul do céu também
Com que viver

Ah, e se o verde com que estão 
Os montes quedos
Pudesse haver no coração 
E em seus segredos !

Mas vejo quem devia estar
Igual do dia
Insciente e sem querer passar.
Ah, a ironia

De só sentir a terra e o céu
Tão belos ser
Quem de si sente que perdeu
A alma p´ra os ter !

(Fernando Pessoa - 05-08-1921)