.

terça-feira, 28 de julho de 2009

CASTELOS DE PORTUGAL

Photobucket
© João Menéres

O CASTELO DE ARNOIA

Localizado no cimo de um monte com raro e privilegiado domínio
sobre o vale doTâmega e também sobre o sistema montanhoso que se desenvolve
da Serra do Marão até às Alturas do Barroso, é avistado a mais de trinta km de
distância, exibindo uma importância estratégica que não estou certo
ter algum dia assumido concretamente.
A referência mais antiga será um documento que menciona
um castellum Celoricu et oppido ibi
num contexto da passagem das tropas de Fernando Magno,
por altura do período da reconquista cristã.
Entre 972 e 1002 este castelo teria beneficiado de obras de
restauro, o que reforça a ideia da sua antiguidade.

A torre de menagem pode ter sido construida no decorrer do século XIII,
bem como o torreão norte (diríamos que hoje é inexistente).

O foral de Celorico de Basto data de 29 de Março de 1520.

20 comentários:

Luísa disse...

Bem lá no alto, olha-nos este frio castelo, com histórias de ecantar!
Há uma via que rasga o monte para lhe aceder, há toda uma florestação imensa, que ajuda a colorir o cinza carregado do imponente edificio!
Castelos de Portugal! Com história e lendas para recordar...

Beijinho terno!

Efigênia Coutinho disse...

João Menéres
Este é um dos castelos que eu vibro com sua istória, e deixo alguns dados dela, beijos Efigênia

Características
Castelo de reduzidas proporções, apresenta planta poligonal irregular orgânica (adaptada à conformação do terreno). Para a sua construção foram procedidos trabalhos de desaterro, visando dificultar-lhe o acesso.

As muralhas, em cantaria de granito, são percorridas por um adarve e reforçadas a Norte por um sólido cubelo. No setor Sul, rasga-se o portão de entrada com portal de verga reta, precedido por uma escadaria de acesso e defendido pela Torre de Menagem, de planta quadrangular. A porta desta, voltada para a Praça de Armas, abre-se a cerca de três metros do solo. É acedida por uma escada externa, construída na década de 1970. O interior divide-se em três pavimentos (o inferior como cave e os dois superiores assoalhados) e o acesso ao telhado de quatro águas é feito, por sua vez, através de uma escada interna. O topo da torre é rematado por merlões.

Ao centro da praça de armas, delimitada pelas muralhas, abre-se a cisterna do castelo. No exterior, na encosta a Norte, localiza-se a antiga forca, inscrita em um trecho de mata de pinheiros e de carvalhos. Tanto esta, como o Pelourinho, foram restaurados na década de 1960.

TEM SONETO NOVO NESTE LINK:

http://efigeniacoutinhopoesias.blogspot.com/

João Menéres disse...

LUÍSA

Como é habitual, as tuas palavras emprestam uma fantasia e uma poesia a este singelo mas marcante (na paisagem, pelo menos) castelo.
No primeiro plano, veem-se muitas videiras de uma propriedade bem cuidada.

Um beijo.

João Menéres disse...

EFIGÉNIA COUTINHO

Só te posso agradecer a forma como quiseste participar nesta postagem.
Tudo o que escrevesteestá naturalmente certo e, portanto, enriquece os breves apontamentos que eu tinha deixado a acompanhar a imagem.

Um beijo e, uma vez mais, muito obrigado pela tua simpatia.

Wania disse...

Oi, João

Um MONTE COROADO!
Bela e imponente a sua coroa-castelo!

Bjs.

João Menéres disse...

WANIA

Concordo totalmente contigo: é um monte coroado.
Coroa de rei é que acho nunca lá ter estado alguma...

A ele voltarei, prometo.

Um beijo.

Menina do mar disse...

Mais uma lição de história! Desconhecia esse castelo, farto-me de passear contigo ouviste?
:)
Aproveito para te lembrar ou para não te esqueceres do tamanho das saudades e dizer que ADOREI a foto da vela mas isso acho que já sabias...
Bjs e boa semana :)

João Menéres disse...

MENINA do MAR

Eu sei que te levo pela mão a alguns sítios aonde ainda não tinhas ido.
Agora, em Agosto vou ter uma vida complicada, mas lá para Setembro prepara-te para mais umas voltas...

Não tenho a presunção de dar lições de nada a ningué.
Apenas umas notas que, eventualmente, poderão despertar interesse em saber mais noutras fontes.

Eu calculava que irias gostar da imagem da Vela...

Quanto às saudades, nem te falo nem te conto...

Um beijo.

Eduardo P.L disse...

E como tem castelos em Portugal! Varais e castelos!

João Menéres disse...

EDUARDO

Os castelos constituiam a base da defesa de qualquer território, mais ou menos alargado, e das próprias populações.
Por isso,e devido às constantes lutas com os reinos da Península e também com os mouros, a construção eou o melhoramento dos castelos eram um facto importante a não descurar.

Quanto aos varais, eles advêm da entrega da roupa da casa a uma mulher que se encarregava de as lavar, num rio ou num lavadouro público.
Naturalmente que isto se refere às casas de mais posses e antecede em muito a invenção das máquinas de lavar e de secar...
Actualmente, esse hábito permanece em muitos lares, até porque as máquinas consomem energia que vai sobrecarregar a factura da energia eléctrica.

Isto, meu caro Eduardo, também merecia um estudo sociológico que poderia ser uma tese de doutoramento.

Um abraço.

Susana Garcia disse...

é no Barreiro amigo João.

Interessante também esse castelo não conhecia,e está muito bem a foto assim a preto e branco.

beijinhos

João Menéres disse...

SUSANA

Obrigado por teres confirmado o que me palpitava. Conheço mal o Barreiro...
Aquele maior não é de raiz, pois não?

Neste Castelo agora há um centro de interpretação...

Beijos e obrigado por tudo.

HSLO disse...

Hum...saudade de passar aqui. Gosto de sentir isso aqui.

Me linka ai no seu blog.

Abraços


Hugo de Oliveira

João Menéres disse...

HSLO

Já lhe deixei um comentário.

Um abraço.

Maria Augusta disse...

Portugal e seus lindos castelos...nos seguimos visitando-os todos, levados pela objetiva do João.
Merci.
Abraços.

João Menéres disse...

MARIA AUGUSTA

Em Setembro as visitas continuarão, se Deus quiser.

Um beijo.

expressodalinha disse...

Este não conheço.

João Menéres disse...

EXPRESSO DA LINHA

Agora vou fazer uma larga pausa nas postagens.
Vai ter tempo de dar uma volta por alguns mais que ainda não conheça...

Um abraço e continuação de boas férias.

...EU VOU GRITAR PRA TODO MUNDO OUVIR... disse...

Custa-se a acreditar que um dia as pessoas habitassem lugares com esta soberba...fico imaginando como seria a vida deles,pois o prédio é soberbo mas as dificuldades para se sobreviver deveriam ser muitas.

Sua foto nos remete para um passado muito,muito distante!

Lindo!!

Um beijo do alto da colina!Sonia Regina.

João Menéres disse...

SONIA REGINA

Eu penso que te estás a referir a uma vida que terá sido há cerca de mil amos (ou até mais...).
A populações não residiam dentro dos castelos. Viviam nas terras que lhe estavam mais ou menos perto.
O castelo (este e outro) eram um baluarte.
Imagina uma perfeitura aí, que se podia transformar num quartel.
Quanto às dificuldades de sobrevivência, também tudo é relativo.
Qual eram os anseios dos "senhores"?
-Talvez conquistarem mais terras ou estarem nas boas graças do imperador, do rei ou do alcaide.
E o das populações? E m condições normais, ultrapassariam as questões da caça e da agricultura?
Nunca me debrucei sobre essas questões.

Um beijo.