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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

UMA JANELA QUE JÁ FOI NÃO DESEJADA

© João Menéres



AINDA ME LEMBRO DAS MÃOS
QUE SE ESTENDIAM PARA O EXTERIOR...
E FOI HÁ SETENTA E TAL ANOS...

HOJE É O POSTO DE TURISMO
DE PONTE DE LIMA
E AS PESSOAS ENTRAM 
À PROCURA DE INFORMAÇÕES.
MAS MUITAS DÉCADA ATRÁS,
ESTA JANELA QUASE AO NÍVEL DA RUA
ERA A PRISÃO MASCULINA DA COMARCA.

26 comentários:

Elvira Carvalho disse...

Esta janela, não é na torre de Ponte de Lima?
Uma recordação de outros tempos.
Um abraço e bom fim de semna

Francisco Manuel Carrajola Oliveira disse...

Uma bela janela que deixou de cumprir a sua função e ainda bem.
Um abraço e bom fim-de-semana.
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Eduardo P.L. disse...

Janela do sol quadrado...

tulipa disse...


OLÁ JOÃO

Lindíssima esta perspectiva da janela.

Sim, é na torre de Ponte de Lima.

Já lá estive, precisamente a pedir informações,

por ser O POSTO DE TURISMO
DE PONTE DE LIMA

Beijinho.
Bom fim de semana.

Remus disse...

E hoje, claramente as pombas também não entram lá, dada a quantidade de "picos" que possui no gradeamento.
:-)
Tudo nesta vida se transforma e muda. Nada é eterno e fixo. Existem conventos que viram hospitais. Hospitais que viram hotéis. Hotéis que viram prisões. Prisões que viram centros de postos de turismo...
Mas uma coisa é certa. É melhor os edifícios passarem ter outros usos, do que caírem ao abandono.

Ângulo bem escolhido, que tornou a fotografia mais dinâmica e harmoniosa.

João Menéres disse...

ELVIRA

Exactamente.
E tens memória da prisão ?

Um beijo amigo.

João Menéres disse...

FRANCISCO OLIVEIRA

Era um situação degradante.

Um abraço.

João Menéres disse...

EDUARDO

De mestre essa do

JANELA AO SOL QUADRADO !

João Menéres disse...

TULIPA

Então confirmas !

E o Posto de Turismo funciona bem.

Um beijo grato.

João Menéres disse...

REMUS

E fortes que viram hoteis.
Eu preferiria esta solução que permitiria uma melhor salvaguarda do forte.

Tive pena que uma sombra inoportuna não me tivesse deixado incluir a rua., pois daria mais realismo.

Volto a agradecer o seu comentário.

© Piedade Araújo Sol disse...

João

mas, não lembrando o passado a janela deu uma belíssima foto.

Bom fim-de-semana.

Beijo

:)

João Menéres disse...

PIEDADE

Obrigado.
Mas até o vestígio do reforço do gradeamento ainda é visível e, quanto a mim, é razão para muitas reflexões.

Um beijo com o desejo que passes um animado Carnaval.

Maria Manuela disse...

Uma imagem em contraponto à de ontem... o mesmo conceito... a sua privação...
E com esta óptima perspectiva, o João mostra-nos toda a crueza e realismo desta janela... que agora, longe da sua primitiva função, certamente só se mantém para ajudar a contar a triste história...

Visão bem dramática terá sido essa... aos olhos de uma criança sensível, de dez anos... no máximo... que jamais esqueceu...
Beijinhos e um bom fim de semana, João !

João Menéres disse...

MARIA MANUELA

Nem dez anos tinha !...
Talvez 7 ou 8 verdes anos...
E na verdade ainda as vejo como se fosse hoje !
E sabes que me afastava daquelas mãos ?
Mas os olhos teimavam em fixar aquelas mãos sem rosto...

Não longe, ali na alameda, um dos meus irmãos aprendeu a andar de bicicleta !
Um dia, foi contra um plátano e até estava a ver que o ia subir, imagina como as crianças são inocentes.
Nessa época, passávamos uns dias de férias em Ponte de Lima e outra semana em Felgueiras ( onde sofria muito com o calor ! ).
Já nessa altura devia ter o meu termostato avariado !!!

Um beijo agradecido e bom fim de semana também.

Presépio no Canal disse...


Que impressão devia fazer ver essas mãos estendidas para o exterior!!
Um abraço reconfortante.

João Menéres disse...

SANDRA

Terrível mesmo !

Um beijo, querida amiga.

JANE GATTI disse...

Uma triste janela em uma bela foto. Que lembranças trará a quem a vê? A questão reforça a ideia de que o belo é construído e constituído por quem vê. Torna-se estéril a beleza entregue a olhos insensíveis. Abraços, bom final de semana.

João Menéres disse...

JANE GATTI

Muito agradeço as tuas palavras, as tuas belas palavras !

Um beijo amigo e os desejos de um bom Domingo.

L.Reis disse...

Janelas que prendem é contra natura...e as prisões são coisas que me afligem grandemente...não por existirem, mas por terem que existir. Uma perspectiva que acentua a sensação de claustrofobia de uma janela que nunca chegou a ser.

João Menéres disse...

L. REIS

E dizes bem.
Janelas só deviam significar liberdade de olhar e, em caso de necessidade, de saltar por elas.
Antigamente, as meninas estavam à janela a namorar com os seus queridos.
Hoje é na janela do monitor...

Ana Freire disse...

Felizmente um edifício, que agora desempenha uma missão bem mais leve, apesar da dureza, e aspecto severo que ainda deixa transparecer no seu exterior...
De qualquer forma, uma imagem que nos prende a atenção, com um enquadramento muito bem escolhido...
O que são essas ferragens... parece-me... que ainda se vêem em torno da janela, aqui e além?... Restos de algum outro tipo de gradeamento?...
Beijinhos
Ana

João Menéres disse...

ANA FREIRE

À Piedade eu falei nesses gradeamentos..

Obrigado pelo teu amável comentário.

Um beijo amigo.

Agostinho disse...

Uma perfeita sugestão da expressão "ver o sol aos quadradinhos.
Abraço.

João Menéres disse...

AGOSTINHO

Ai viam, viam...


Um abraço.

Rasuras do Aparo disse...

... olhar de janela áspera ... pouco dada a amizades ... presa em pedra fria ...

João Menéres disse...

RASURAS

GRANDE POETA !