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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

ERA AMANHECER

© João Menéres


Oh, cemitério da madrugada, por que és tão alegre
Por que não gemem ciprestes nos teus túmulos?
Por que te perfumas tanto em teus jasmins
E tão docemente cantas em teus pássaros?
És tu que me chamas, ou sou eu que vou a ti
Criança, brincar também pelos teus parque


( Vinicius de Moraes, in O Cemitério na madrugada )

28 comentários:

Eduardo P.L. disse...

Meio macabro, não?

ana disse...

João,

O amanhecer é bonito pois o tom está com nuances encantadoras mas fez-me impressão o poema, embora goste de Vinicius.

Esperemos que seja uma viajem ao romantismo do século XIX.
Beijinhos.:))

Ana Bailune disse...

Bom dia, João.
Brando, cálido, suave. E com um toque de bela melancolia.

Jorge Pinheiro disse...

Brrrr!

Isabel disse...

A fotografia é uma maravilha!
Do poema não desgosto. Os cemitérios nunca me fizeram impressão. Considero-os locais de paz.

Um beijinho e boa semana:)

João Menéres disse...

EDUARDO

Macabro ?
Eu tenho uma Capela / Jazigo T 16 onde tenciono passar o resto...
Porta virada a Sul, ou seja, recebe o Sol e a visita de todos os que de mim se lembrarem um dia...

João Menéres disse...

ANA

O Sol ainda não tinha rompido.
Talvez eu devesse não ter incluído a última estrofe...

Regresso ao romantismo do séc. XIX ?
- É difícil com tanta tecnogia na ponta dos dedos.

Um beijo, amiga Ana.

João Menéres disse...

ANA BAILUNE

Eis alguém que entendeu o diálogo entre a imagem e o poeta !

Um beijo ( e irei hoje ao teu blogue ).

João Menéres disse...

JORGE

Lá frio estava....

João Menéres disse...

ISABEL

Locais de paz e de muita saudade.

Os recortes que se adivinham são os do Douro.

Um beijo grato.

Maria Manuela disse...

E que lindos são certos amanheceres !...

Neste... por entre brumas do Douro ainda só rosadas sente-se e lê-se uma melancolia feliz...
É a fragrância da saudade, esta imagem magnífica... ainda com o sol por nascer... e a rescender talvez a jasmim como diz o poeta...

Feliz imagem, João!
Beijinhos.:))

Luísa disse...

Gosto dessa luz! Lembra as minhas alvoradas em passo de caminhada, com pressa de chegar a casa pr iniciar o dia de trabalho!
Gosto dessa luz! Lembra o tempo aquecido que cresce de dia para dia!
Gosto dessa luz porque me dá sabor a vida!
E tu vens com palavras e morada eterna?
Ora! Ora!

João Menéres disse...

MARIA MANUELA

Fico muito contente por te ler AQUI !
Fragância de saudades!
- Que linda conjugação !!!

Obrigado, Maria Manuela pelo comentário cheio de lindas e elogiosas palavras.

Um beijo amigo.

João Menéres disse...

LUÍSA

Tinha dormido em Mesão Frio para estar bem cedo no Douro.
Quilómetros percorridos e já eu estacionava para captar este 1º plano que me permitia realçar o róseo fundo !

Obrigado, Luísa pelas tuas doces palavras.

Um beijo muito amigo.

bea disse...

Bem...o cemitério da madrugada não é feito com mortos, e pedras gigantes sobre eles, e. Somos nós adormecidos, é o mundo quieto embrulhado em silencio. Acho-o lindo nessas horas.
E pronto.

Presépio no Canal disse...

Gosto muito de alvoradas e esta é de embalar pela doçura do teu olhar, que a captou. Muitos Parabéns por mais esta fotografia!
Bj amigo

Fatyly disse...

Os cemitérios não me dizem nada e muito menos metem medo. O poema é excelente e a foto ainda mais.

Beijos e um bom dia

Remus disse...

Bela cor matinal, que realçou e enalteceu as silhuetas dos topos dos jazigos.

Mas esta fotografia teria sido melhor publicada na próxima quarta-feira (quarta-feira de cinzas) do que na segunda-feira gorda.
:-D

graça Alves disse...

Um poeta a delirar quando escreveu isto...
Na minha modesta opinião, a foto é bonita, mas contrasta com o poema, apesar do céu ter cores bonitas!
Odeio cemitérios!
Adorava viver para sempre!
bjinho, João!

João Menéres disse...

BEA

Mas a essa hora ainda o guarda do cemitério não chegou...
E não sou eu que me arrisco a ir acorda-lo !...

Um beijo num dia dia ( aqui no Norte ) que só chove...

João Menéres disse...

SANDRA

Obrigado pelo teu comentário e também por gostares de amanheceres assim.

Um beijo AMIGO.

João Menéres disse...

FATYLY

Obrigado pela visita e respectivo comentário.
Um beijo.

Agostinho disse...

A alvorada é uma promessa de esperança bem plasmada na fotografia do João Menéres.
Se o poema do Vinícius causar arrepios à nossa humana sensibilidade sempre poderemos esperar o conforto dum Sol nascente, qualquer que ele seja, pois realidades e evidências são difíceis de iludir.
Abraço

João Menéres disse...

REMUS

Muito obrigado pelo comentário e pela sugestão.
Registo para o futuro ( eventualmente...).

Um abraço.

João Menéres disse...

GRAÇA

E qual é o verdadeiro Poeta que não delira ?
Pensei ser cremado.
Mas já desisti...
A vida é tão curta que não podemos desperdiçar tempo...

Um beijo e obrigado.

João Menéres disse...

AGOSTINHO

Nem sempre o dia corresponde ao que nos é prometido nessa hora mágica, se tivermos a sorte de ver um cedo, tão cedo como este...
Mas ficará a esperança de um ocaso também...

Um abraço grato.

Ana Freire disse...

Uma imagem muito serena e bonita!...
Adoro as tonalidades e as serras esvanecendo-se nas brumas, em planos sucessivos...
Um lindíssimo amanhecer... e num cemitério... é como em qualquer outro lugar... não são os mortos que nos devem meter medo... são os vivos, por vezes...
Adorei a imagem!
Beijinhos
Ana

João Menéres disse...

ANA FREIRE

Era cedo, muito cedo.
Não havia sinal do menor bulício...
Já que tanto apreciaste esta, vou dedicar-te, ainda esta semana uma outra de múltiplos planos e imensa profundidade.
Mas é ao entardecer, pode ser ?

Dos mortos temos saudade.
Dos vivos, em muitos casos, nem os queríamos ter conhecido ou saber que existiam !!!

Um beijo, querida amiga.