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segunda-feira, 28 de abril de 2014

IN MEMORIUM


© João Menéres
( SE CLICAREM SOBRE A IMAGEM,  LEEM O QUE ESTÁ NA PEDRA )


o meu pai morava ali perto. no silêncio das luas já não sabe onde era a a sua casa.
a gente passa nos dias do costume a deixar-lhe flores e algum recolhimento,
ou então um de nós diz "fui com a mãr pelo cemitério", sem falar no nome dele.
isso não é uma rasura, mas um sinal mais forte que perturba a densidade das palavras,
porque o meu pai tinha os olhos muito azuis, e essa cor às vezes fica ali no mar

( Vasco Graça Moura in "campo santo em leça da palmeira" / excerto.
Para melhor se entender a opção desta imagem, deveria transcrever na íntegra o poema
incluído na ANTOLOGIA DOS SESSENTA ANOS ).

20 comentários:

Fatyly disse...

Gosto de alguma poesia e das crónicas de Graça Moura.

Que descanse em paz!

Jorge Pinheiro disse...

Nunca li nada dele, mas não tenho dúvidas que era um grande intelectual. Vão fugindo as nossas referências.

myra disse...

nao conheco mas achei magnifico..

Eduardo P.L. disse...

Muito interessante.

João Menéres disse...

FATYLY

Uma pessoa de uma craveira intelectual/cultural incrível e o MELHOR TRADUTOR DA OBRA DE DANTE !

Um beijo.

João Menéres disse...

JORGE

Vão-se escapando entre os nossos dedos, tal como a areia que tentamos preservar na mão...

João Menéres disse...

MYRA

A Itália considerou-o o melhor tradutor mundial da obra de Dante...
Além disso, era um grande poeta e não só.
Era o Director do Centro Cultural de Belém ( CCB ). Lembras ?

Um beijo.

João Menéres disse...

EDUARDO

Acrediteque era um PORTUGUÊS como não há muitos.

ana disse...

Um homem notável.
Uma bela homenagem.
Beijinho.

João Menéres disse...

ANA

Agradeço as tuas palavras certo que foste reler o poema e, assim, entendes a razão de aparecer esse canto da Boa Nova, onde a presença de um grupo escultórico evoca António Nobre, para lá da pedra
NA PRAIA LÁ DA BOA NOVA...
e aos pés da Casa de Chá do Siza.

Um beijo muito grato.

Maria Manuela disse...

João,
O azul intenso dos olhos de quem VGM fala no poema... e o lapis lazulli do castelo de AN, por vezes, então... encontram-se "ali no mar"... junto aos rochedos, em Leça da Palmeira... terra de quem faz esta bela e sentida homenagem ao Amigo...

...Amigo que disse há pouco tempo " A poesia é a minha forma verbal de estar no mundo "

Grande perda a nível nacional e internacional...

Um beijinho.

Remus disse...

Mas porquê a opção pelo preto e branco.
Não deveria estar patente na fotografia os tons azuis do mar?

João Menéres disse...

MARIA MANUELA

Só por causa da minha recuperação cardíaca não estive nesse tão significativo momento do Doutoramente Honoris Causa !

Eu há dois anos, numa inauguração de uma exposição minha no Palácio da Bolsa, disse que me expressava melhor através das imagens e que gurdava as palavras para os agradecimentos formais.
É curioso, não é ?

Tens razão, e a Língua Portuguesa perdeu um dos seus mais válidos baluartes !

Um beijo muito Amigo e sempre muito grato.

João Menéres disse...

REMUS

A explicação é muito simples :
Aquela espuma tiha uma cor nada simpática !

Um abraço e obrigado pela pergunta.

Agostinho disse...

Ninguém terá dúvidas do valor de Vasco Graça Moura, mesmo aqueles que não alinham com o seu pensamento político. Um Senhor!
Li alguma coisa dele mas reconheço que merece uma leitura mais atenta.

João Menéres disse...

AGOSTINHO

De uma craveira intelectual quase extra-terrestre !

Um abraço.

Luísa disse...

Admirável mundo nosso que nos deixa sem chão quando os bons se despedem!
VGM deixa-nos preenchidos de palavras.
Bjnhs

João Menéres disse...

LUÍSA

Que acerto nas tuas palavras, querida Amiga !
É isso mesmo. Mas o Vasco indicou-nos um chão muito especial : é a Poesia, a Arte e tudo quanto é verdadeiramente superior.

Um beijo.

GL disse...

Restam-nos os medíocres.
Resta-nos uma Cultura cada vez mais pobre, mais mal tratada.
Resta-nos o orgulho de sermos contemporâneos de um Homem que honrou o nome de Portugal.
Que lhe saibamos agradecer a forma como dignificou/defendeu a lingua que era a sua/nossa.
Resta-me curvar, num profundo respeito, em sua memória.

Beijinho, João.

Conceição Duarte disse...

Adorei o nome Silêncio das Luas…

bjs

CON