.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

A HISTÓRIA DA REVOLTA DO PORTO, EM 31 DE JANEIRO DE 1891


© João Menéres

Há vários anos atrás, comprei 
esta preciosidade num alfarrabista desta cidade.
Na altura, dispendi 5 contos por ele.
Uma fortuna, considerando o seu degradado
estado de conservação.

O facto é que é escrito por dois 

cúmplices desta revolta :
JOÃO PINHEIRO CHAGAS  

o EX-TENENTE COELHO.   

Este livro foi impresso em 1901, portanto dez anos depois,

na Empreza Democrática de Portugal
- Editora -
com sede no nº 29, da
Rua dos Douradores, em Lisboa.   

A capa é de autoria de 
Roque Gameiro
e o interior, com  
as suas 470 páginas,
está enriquecido também
por centenas de gravuras e desenhos !

16 comentários:

Jorge Pinheiro disse...

Avante... Excelente capa.

João Menéres disse...

Ainda não tinha a conexão com o PCP...

Luísa disse...

Que relíquia!
Beijinhos mil!

Maria Manuela disse...

Uma preciosidade, sim, e em todos os sentidos !... este bocado concreto da História...

Escrito ainda a quente, por mentores, este 1º passo e o espírito da cidade onde foi dado, dez anos antes !...

Uma foto linda, mostrando o tempo que passou por esta raridade.
E certamente feita com muito afecto.
Beijinhos, João

João Menéres disse...

LUÍSA

Felizmente, só a capa está assim tão estragada...
As últimas páginas têm sinais de bicho mas, para mim, nada de grave .

Um beijo amigo.

João Menéres disse...

MARIA MANUELA

O livro termina com as pesadas penas que os Conselhos de Guerra de Leixões condenaram os participantes.

O João Pinheiro Chagas, por exemplo, foi condenado à pena de prisão maior celular de 4 anos ou, na alternativa, na de degredo por 6 anos...

Um beijo, Maria Manuela ( ainda sem poder enviar e-mails ! ).

ana disse...

João,
Uma preciosidade maravilhosa. Obrigada pela partilha. :))
A capa é lindíssima.
Beijinho. :))

João Menéres disse...

ANA

Eu é que agradeço a visita e o comentário.

Um beijo.

GL disse...

Olá, João!

Se bem que 5 contos, na altura, já fosse uma quantia considerável, não pagou o valor do livro. Não só pela autoria do texto, como da capa e restantes gravuras e desenhos.
Tens uma preciosidade, essa é que é a verdade.
Beijinho.

João Menéres disse...

GL

E posso informar que a capa, apesar desse mau aspecto, por ser muito grossa, protegeu as folhas de papel do conteúdo, que estão impecáveis.
A contracapa está um tanto estragada e a lombada ainda se aguenta !

Um beijo grato e bom sábado.

Questiuncas disse...

Mais uma preciosidade que o João partilha. Deve ser interessante saber um pouco mais da História contada na 1ª pessoa.

João Menéres disse...

QUESTIUNCAS

Na Introdução, logo no seu início, pode ler-se:

Ao escrever esta obra, o pensamento dos seus auctores nem é justificar perante o futuro, a Revolta de 31 de janeiro de 1891,nem justificar perante os seus contemporaneos a colaboração que tiveram n'ella

( Respeitei a escrita da época, naturalmente ).

Toda a introdução é um precioso testemunho da sua observação durante os dez anos que lhe seguiram.
Esta obra pretende ser o primeiro passo para a consagração d'esse movimento revolucionario, ainda não comprehendido, senão no seu puro e generoso intuito, no seu vasto e profundo alcance.

Isto, meu caro Questiuncas, é tão somente um aperitivo que merece conhecer.

Um abraço.

L.Reis disse...

Adoro alfarrabistas!!!! Eu diria que foram uns cinco contos muito bem gastos!

João Menéres disse...

L. REIS

Aqui no Porto, há vários e muito bons !
Se eu soubesse que livro (s ) gostarias de ter...
Podes mandar uma listagem por e-mail !

Rasuras do Aparo disse...

... bela capa e pela descrição de algum do seu conteúdo em termos gráficos e não só, de certeza que o dinheiro foi bem empregue ... gosto do aspecto gráfico de publicaç~~oes antigas assim como do aspecto arquitétonico de casas antigas ... são um pouco uma perdição ... para o olhar ...

João Menéres disse...

RASURAS DO APARO

As guardas são lisas e de cor meio carmim, a condizer.

Uma das fotografias é da " Sala das Sessões da CAMARA MUNICIPAL DO PORTO, onde foi feita a proclamação da Republica " ( sic )
( Portanto na Praça Nova, no edifício onde estava o PORTO ).

Um abraço.