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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

BATENTE

© João Menéres


AS VOZES

A infância vem
pé ante pé
sobe as escadas
e bate à porta

- Quem é ?
- É a mãe morta
- São coisas passadas
- Não é ninguém

Tantas vozes fora de nós !
E se somos nós quem está lá fora 
e bate à porta ? E se nos fomos  embora ?
E se ficámos sós ?

( Manuel António Pina, in Poesia, Saudade da Prosa )

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Comentários que merecem um post :

O nosso seguidor e amigo REMUS, a propósito da nossa postagem de ontem, escreveu : 

O oriente possui lugares mágicos e de extrema beleza, mas também possui lugares muito maus e poluídos.
O pior é que aparentemente eles não tomam medidas para minimizar esses impactos negativos nas vidas das pessoas. Preferem viver com máscaras e ver através do nevoeiro químico, em vez de apostar num bom sistemas de transportes públicos e reduzir as emissões poluentes.



22 comentários:

Georgia Aegerter disse...

Muito bom o comentário do Remus e muito verdadeiro.
Os problemas no Oriente sao gritantes, a educacao, suas leis rigorosas onde a mulher sofre, mas sofre mesmo em uma sociedade maxista.

Infelizmente o mundo de muitas pessoas é cruel.

Boa semana

Abracos e que sua lista seja enorme pois com certeza vc tem uma mulher maravilhosa em casa. Diga isso a ela, creio que ela vá gostar de ouvir...

myra disse...

lindo comentario de Georgia!!!!

somos estamos sempre sos...
bjos

Fatyly disse...

Foto, poema... excelentes e subscrevo o comentário de REMUS!

expressodalinha disse...

Bater à porta pode tornar-se um pesadelo: e se o bicho morde?

Luísa disse...

O leão mostra a sua raça, num batente imponente que anuncia quem quer entrar!
Mas, amigo meu, o leão "está" fora de moda!!!


João Menéres disse...

GEORGIA

Digo muitas vezes. Mas não tantas como as
que merece !

Um beijo e obrigado, Georgia.

João Menéres disse...

MYRA

Qualquer dia o mundo só sobrevive mascarado...


Um beijoooooooooooooo

João Menéres disse...

FATYLY

Muito obrigado !


Um beijo.

João Menéres disse...

JORGE

Quantas vezes devíamos ser nós próprios a morder valentemente a quem nos bate à porta...

João Menéres disse...

LUÍSA

Na Turquia já nem sabem quem são os lagartos...


Um beijo.

Rui - Olhar d'Ouro disse...

Como diria o "outro" parece "ouro sobre azul"...
Relativo a esta foto eu digo:
Parece ouro sobre madeira!
Mais acrescento:
Excelente detalhe fotográfico!

Anónimo disse...

... habituei-me a bater-lhe à porta , não utilizando a aldraba mas a campaínha ... coisa da cidade ... mas era imenso prazer de lhe bater à porta ... mesmo quando não estava, aliás era de um prazer intenso risonho ... ainda hoje o é ... intermitente eu sei ... mas à portas e portas ... onde o bater será sempre uma atitude de afecto ... por vezes pintado em azul ...
T

João Menéres disse...

RUI PIRES

Sempre que posso, fotografo batentes, entre muitas outras coisas que também me despertam interesse.
Em Istambul, vi muitos batentes, sem dúvida.
Uns, imponentes pelo seu tamanho e por terem o par ao lado, outros, por os achar vulgares ou por estarem em portas degradadas, deixei-os em paz...
Este, pareceu-me que merecia ser documentado e por isso aqui o apresento.

Obrigado pelo seu comentário.

Um abraço.

João Menéres disse...

> T <

O seu comentário é muito romântico e traz muita poesia.
Acho que os batentes, ou aldrabas, ainda não foram cantados pelos poetas como merecem.

Um abraço grato.

Isabel disse...

O poema é lindo e a foto idem. Gosto muito de fotografar portas (principalmente portas velhas) e batentes . Tenho imensas fotos do género.
Este batente é riquíssimo!
Lindo post.
Um beijinho

Maria Manuela disse...

Um batente poderoso. Afugenta, intimida, tem efeito redutor. Lembra um certo tipo de esculturas daquelas paragens...
E lembra também uma expressão que ainda se vê por aí "cuidado com o cão", aqui seria "...com o leão"...

A foto está óptima, numa porta simples, de boa madeira...E o poema de M.P.,também.

...E às vezes a porta pode não abrir-se. E tem alguém lá dentro,só . E, cá fora, quem bate, também pode, sem saber, já estar só...

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Muito bom e pertinente o comentário destacado!
E muito real o que G.A. diz sobre a mulher...
Há dias vi esta notícia: alguns casais deslocam-se a um país ocidental, no termo da gravidez, para que a menina que vai nascer, seja de nacionalidade estrangeira (ocidental).Depois regressam os três. Prevenção total até ao fim da vida. Será verdade?
Fiquei na dúvida mas sei que amor
de pais é muito grande!...

Um beijo

João Menéres disse...

ISABEL

Como poderás já ter visto, também gosto de fotografar portas e janelas.
Mas fotografar um batente bonito numa porta velha ou com tinta a descascar, não vai muito comigo...

Obrigado pelas tuas palavras.

Um beijo.

João Menéres disse...

MARIA MANUELA

O final do teu comentário poderia dar uma novela...
Podia ser uma ajuda.
Podia ser um malvado.
No Alentejo e no Barrocal algarvio tem havido muitos assaltos a pessoas idosas ou que vivem sós.

Um beijo grato.

L.Reis disse...

Bater a uma porta pode devia ser sempre assim: um ato de requinte a segredar: "estou aqui" :)

Beijo knock knock

João Menéres disse...

L. REIS

Na minha porta, não tens necessidade de bater.
Se me avisares, estará rasgada de fora a fora ( se não trouxeres agulhas !...)

Um beijo e obrigado por este quase knock knock !

Remus disse...

Tive direito a outro "Comentários que merecem um post"?
Já estou a ficar com o ego bem lá no alto e vou começar a pensar que afinal até sei escrever alguma coisa de interesse.
:-)
Obrigado.

Em relação à fotografia.
Só quem é verdadeiramente sportinguista é que tem um batente assim. Se bem que além do leão, também parece que existe uma serpente. Ou seja, é uma mistura explosiva... :-)
Bom pormenor.

João Menéres disse...

REMUS

Como sabe, quem selecciona os COMENTÁRIOS QUE MERECEM UM POST, sou eu e, por ser humano, nem sempre serei justo.
Mas, todos os que acompanham o seu blog PONTOS DE VISTA , sabem quão bem o Remus escreve e os assuntos interessantes que trata !

Sou sportinguista, mas muito pacífico e não me faço acompanhar de serpentes.

Um abraço amigo e grato pelos seus preciosos ensinamentos.