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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

SÓ UMA CAMÉLIA...

© João Menéres


Mas, porque me tocou um amor crepuscular,
há que amar diferente. De uma grave paciência
ladrilhar minhas mãos. E talvez a ironia
tenha dilacerado a melhor doação.
Há que amar e calar.
Para fora do tempo arrasto meus despojos
E estou vivo na luz que baixa e me confunde.

( Carlos Drummond de Andrade, in Antologia Poética )

35 comentários:

Celia na Italia disse...

Perfeitas, foto e palavras!!!!

myra disse...

mais que perfeitas, esplendida foto e nem se diga as palavras de Carlos Drummond de Andrade!!!

expressodalinha disse...

Grandes detalhes.

João Menéres disse...

CELIA

Agradeço as palavras . Pudera !

Um beijo.

João Menéres disse...

MYRA

Quem não aprecia Drummond, não é Myra ?


Um beijooooooooooooooooooooooo

João Menéres disse...

JORGE

à mão...

L.S.A. disse...

Contrariando um pouco Carlos Drummond de Andrade: Há que amar e dizer... viver...!
Lindo o poema... linda a camélia! Má sorte a minha que não me deixa estar, já, onde sei que elas me esperavam e este ano não as poderei fotografar.
Abraço amigo.

Luísa disse...

Só uma!
Só uma, e como nos enche o olhar!
Alimentas-nos com a imagem do belo e ofereces-nos os nutrientes de excelência em complemento de palavras!

Beijinhos mil de agradecimento!

João Menéres disse...

MARIA

Depois de AMAR, o silêncio é sinónimo de AMOR.

E não tens japoneiras por este país fora ?...

Um beijo e faço votos que encontres outras para fotografares.

João Menéres disse...

LUÍSA

Só uma, sim. E não coube toda !

eheheh...

Mas para te dar esse alimento transpirei...

Já com Drummond, foi muito fácil : quase abria na página !

Um beijo, querida SENHORA .

Tété disse...

Adoro camélias. De todas as cores. Esta é especial pelo tamanho.
Mas não gosto menos de Carlos Drummond de Andrade. E de si...
Beijos

Remus disse...

Bonito detalhe.
Estes estames, retratados desta forma, até fazem lembrar fios de ovos (ou será que sou eu que estou com fome? :-P).

João Menéres disse...

TÉTÉ

Estás enganadinha...
Foi feita com uma objectiva macro, o que permite esta camélia parecer anormalmente grande.
Tenho algumas variedades na quinta ( não muitas ) e esta fi-la na 6ª feira.

Vê o que o REMUS diz acima ( DETALHE ).

Obrigado pelas palavras.
És muito amável comigo, Tété !
Mereces que o ano te corra melhor do que supões.

Um beijo.

João Menéres disse...

REMUS

Pois...as cores também induzem, não é ?

Andavam ali umas abelhas...certamente também apreciam fios de ovos e não só.

Um abraço e obrigado por ter comentado.

Eduardo P.L disse...

GRANDES João e Drummond !

João Menéres disse...

EDUARDO

GRANDE ?
- O Drummond !

mauro m. disse...

Drummond teve um ( secreto ) amor crepuscular.

abraço, João.

João Menéres disse...

MAURO

Fala-se disso...
A mim, interessa-me a Poesia.


Abraço forte.

Anónimo disse...

... e fez-se sol polvilhando de amor ao seu redor ...
(fotografia com grande detalhe )
T

Isabel disse...

Belíssimo!

Um beijinho

João Menéres disse...

> T <

Quantos canteiros não criaríamos de
brancas camélias !...

Um abraço amigo a agradecer as DUAS LINHAS.

João Menéres disse...

ISABEL

Ai...mas quanto foi difícil...


Um beijo grato.

ana disse...

Belíssima foto!
Gostei muito.
Parabéns pelo casamento do texto com a foto.
Beijinhos.:)

Maria Manuela disse...

A flor mais bela de Inverno, numa foto esplendorosa!

E o poema de amor de Drumond,
brilhantemente COROADO!

Grata por tamanha beleza numa simbiose perfeita!

Um beijo

João Menéres disse...

ANA

Obrigado pelo ânimo que transmites.

O casamento ( consta...) foi pelo Civil.

RsRsRs


Um beijo.

João Menéres disse...

MARIA MANUELA

Imagem e Drummond, inspiração instantânea.

Fiz na 6ª feira a imagem. Vi-a no Sábado e logo pensei no génio do poeta !
Ficou logo agendada para 2ª feira, dado que existe o

PORQUE HOJE AO DOMINGO...

Acho muita graça às postagens que faço. Não sei se se alguém se ofende.
Penso que não.

Um beijo e obrigado.

Jane Gatti disse...

"E estou vivo na luz que baixa e me confunde."
E "o mar batia em meu peito, já não batia no cais./A rua acabou, quede as árvores? a cidade sou eu/ a cidade sou eu/ sou eu a cidade/ meu amor."(Coração numeroso - C. D. A. )
Ah, meu amigo, Drummond me corre nas veias, meu poeta preferido desde sempre. Sua postagem trouxe a beleza da flor iluminando os versos comedidos mas rescendendo sentimento. Obrigada. Beijo.

Jane Gatti disse...

Permita-me convidá-lo a ler um poema inspirado em Drummond. Azul Drummond é o título (A tarde talvez fosse azul / se não houvesse tantos desejos) e foi publicado em 26/07/2009. Outro beijo...

tossan® b&w disse...

É o meu poeta preferido fazendo dupla com o fotografo que gosto muito. Assim fico feliz e nem me confundo! Abraço amigo João

João Menéres disse...

JANE GATTI


Quem sabe um dia, esse final do Coração Numeroso não estará no Grifo ?...

Aqui te cito : " a beleza da flor iluminando os versos comedidos mas rescendendo ".

Um beijo e OBRIGADO.

João Menéres disse...

JANA GATTI

Esta 3ª feira, estive fora toda a tarde.
Amanhã irei a 26 de Julho de 2009 ler o
A TARDE TALVEZ FOSSE AZUL.

( Noutra Antologia que tenho, organizada em 1962 pelo próprio C.D. A. , julgo não estar... ).

Um beijo e, outra vez, OBRIGADO !

João Menéres disse...

TOSSAN

Grande honra para mim essa sua preferência !

Como bem sabe, este blogue é fundamentalmente um blogue com imagens minhas.
Por vezes, quero companhia...
E o Drummond não é a primeira vez que aqui está presente. Nem será a última, por vontade minha...


Grande e grato abraço.

João Menéres disse...

JANE GATTI

O que encontrei no teu, foi este :

Azul Drummond


Em plena tarde azul

ausente de desejos

ou mágoas ou temores,

o olhar inebriado de luz e cores

-rosa dourado derretendo o dia -

busco encontrar sentido,

tento achar respostas

a perguntas perdidas na memória dos tempos...

As mesmas perguntas sem respostas

feitas desde que se percebeu ser no mundo,

as mesmas perguntas que a fé responde sem provas concretas

e a ciência busca em vão.

Nesta tarde inebriante de azul,

identifico-me, apenas,

entrego-me.

Perco-me no azul, na intensa luminosidade que me envolve,

apagam-se perguntas, perdem-se respostas,

sou apenas azul, dourado e róseo, derretendo o dia.

ERA A ISTO QUE TE REFERIAS ? PENSO QUE NÃO...

Um beijo.

Jane Gatti disse...

Sim, meu amigo. O texto é meu inspirado em Drummond - lembra-se? "a tarde talvez fosse azul / não houvesse tantos desejos/" Uma tarde azul me fez lembrar o nosso poeta. Beijo. Obrigada pela leitura.

João Menéres disse...

JANE GATTI

Não estava absolutamente certo de ter entendido.
Maravilhoso poema, JANE !


Um beijo e a minha admiração.